Racismo e mídia

Harrison da Rocha

Resumo


As culturas nacionais são compostas não apenas de instituições culturais, mas, também, de símbolos e representações, e o discurso é o instrumento de construção/reconstrução/manutenção de sentidos que influencia e organiza tanto nossas ações quanto a concepção que temos de nós mesmos. Nesse sentido, o discurso da mídia exerce papel preponderante na formação de consciências e, principalmente, de identidades. Mas qual é a relação entre mídia e ideologia? Nosso trabalho tem o objetivo de apresentar a relação entre o discurso midiático, por meio de análise de textos publicados, e a ideologia, notadamente em relação às minorias étnicas, o negro brasileiro. Para responder ao questionamento, recorremos aos pressupostos teóricos e à metodologia crítica da Análise de Discurso Crítica, Fairclough (2001), e, interdisciplinarmente, a Giddens (1997), a Hall (2000), Thompson (2000), a Egleton (1997) e van Dijk (1997). Após análise do corpus, chegou-se à conclusão de que, ao se publicarem as matérias, há todo um crivo ideológico. A maioria dos produtores de texto, na mídia, faz parte de culturas – políticas e ideológicas – diferentes das que pertencem às minorias étnicas. Nossa mídia, ao seguir o paradigma perverso, acumula antigas manifestações do imaginário racista: inferioridade intelectual do negro, perpetuação, por incapacidade congênita, de condição servil, animalização, transposição de relação de dominação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5102/univhum.v8i1.1392

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ISSN 1984-9419 (impresso) - ISSN 2175-7488 (on-line)

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