Análise do intervalo entre o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama em um hospital público de Brasília

Sarah Godoi de Carvalho, Felipe Lopes de Freitas, João de Sousa Pinheiro Barbosa

Resumo


O câncer de mama corresponde à neoplasia que mais acomete as mulheres e é o segundo
tipo mais frequente no mundo, representando 28% dos novos casos anuais, atrás apenas do
câncer de pele não melanoma. Sabe-se que a taxa de sobrevida de pacientes com câncer de
mama depende de aspectos como o tipo do tumor e a gravidade da doença no momento em
que ela é detectada, mas também está sujeita à evolução da neoplasia, o que está direta
e/ou indiretamente relacionado ao rastreamento e acompanhamento nos serviços de saúde.
Dessa forma, é de extrema importância a avaliação dos fatores que interferem na detecção
precoce e no início do tratamento. Nesse sentido, realizou-se um estudo epidemiológico
transversal de análise documental, com avaliação de cunho retrospectivo e quantitativo.
Foram utilizados 222 prontuários de pacientes mulheres que realizaram biópsia no ano de
2020, por meio dos quais se buscou identificar e analisar alguns intervalos transcorridos
entre o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama. As informações obtidas foram
preenchidas em um formulário do Google e, em seguida, os dados foram organizados em
gráficos para análise visual e estatística, incluindo medidas de tendência central (média e
mediana) e de variabilidade (desvio padrão). Os intervalos escolhidos foram seis, sendo eles:
intervalo entre o pedido médico de exames e a realização da mamografia inicial; intervalo
entre o resultado da mamografia inicial e a realização da biópsia; intervalo entre a realização
da biópsia e seu resultado (laudo da anatomia patológica); intervalo entre o resultado
anatomopatológico da biópsia e o resultado da imunoistoquímica; intervalo entre o
resultado final da biópsia e o início do tratamento; intervalo entre a cirurgia e o resultado do
estadiamento anatomopatológico. Além disso, o estudo também coletou informações acerca
da faixa etária, do tipo de câncer mais comumente detectado dentro da amostra
disponibilizada e do prognóstico/desfecho das pacientes, até o momento da realização da
pesquisa, considerando cinco possíveis respostas: em tratamento, tratados, cuidados
paliativos, óbito e não informado. Em sua grande maioria, os resultados da pesquisa foram
condizentes com dados da literatura científica atual, cuja análise do principal período
(análise entre a realização da biópsia e o seu resultado) foi compatível com a Lei 13. 869/19.
Contudo, os demais intervalos foram maiores do que o esperado. Ademais, a partir das
variações desses períodos de análise, correlacionando-os com os prognósticos e desfechos
encontrados, foi possível debater sobre possíveis melhorias na assistência a esse público
feminino


Palavras-chave


câncer de mama; diagnóstico; tratamento; programas de rastreamento e neoplasia da mama

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DOI: https://doi.org/10.5102/pic.n0.2021.8924

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